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1. A vida estava funcionando

Durante muito tempo, eu olhava para a minha vida e pensava que estava tudo bem. E, de muitas formas, realmente estava.

Construí uma carreira, um casamento, uma casa e uma rotina. Trabalhava, cuidava das minhas responsabilidades e seguia fazendo aquilo que precisava ser feito.

Não havia uma grande crise ou um acontecimento que me fizesse pensar que precisava mudar tudo. A vida simplesmente seguia.

Mas, enquanto eu me dedicava a fazer a vida funcionar, algumas partes de mim foram ficando cada vez mais para depois.

2. Algumas partes ficaram para depois

Aos poucos, percebi que algumas áreas da minha vida tinham perdido espaço. O autocuidado, a saúde, o desenvolvimento intelectual e até os meus próprios planos profissionais foram sendo adiados.

Não foi uma decisão consciente. Eu não acordei um dia e escolhi deixar essas partes de mim de lado. Foi acontecendo aos poucos, enquanto outras responsabilidades pareciam sempre mais urgentes.

Eu continuava cumprindo minhas tarefas, trabalhando, cuidando da casa e da vida que havia construído. Por fora, muita coisa continuava funcionando. Mas comecei a perceber que estar dando conta de tudo não significava, necessariamente, estar cuidando de tudo que também era importante para mim.

“Eu não precisava mudar toda a minha vida. Precisava voltar a ocupar espaço dentro dela.“

3. Funcionar não era o mesmo que me sentir completa

Essa percepção não veio de uma vez. Foi aparecendo aos poucos, na sensação de que os dias estavam passando e eu continuava seguindo a mesma rotina, enquanto coisas que também eram importantes para mim ficavam para depois.

Eu não era infeliz com a vida que havia construído. Mas comecei a perceber que poderia estar satisfeita com muitas partes dela e, ainda assim, sentir que outras precisavam de mais atenção.

Foi quando comecei a me perguntar o que eu queria retomar, aprender, cuidar e construir para mim – não para abandonar a vida que eu já tinha, mas para fazer com que ela também tivesse mais espaço para quem eu estava me tornando.

4. Comecei a reconstruir

A partir daí, comecei a olhar com mais atenção para as áreas que havia deixado em segundo plano. Não com a ideia de transformar tudo de uma vez, mas de entender o que ainda fazia sentido para mim e o que eu queria construir daqui para frente.

Voltei a investir no meu desenvolvimento, a olhar para a minha carreira com outros olhos e a buscar conhecimento sobre comportamento, hábitos e a forma como fazemos escolhas. Também comecei a perceber que cuidar de mim precisava deixar de ser algo que caberia apenas quando sobrasse tempo.

Ainda estou nesse processo. Algumas mudanças já começaram, outras continuam sendo construídas. E talvez essa seja uma das coisas mais importantes que aprendi até aqui: reconstruir uma vida não acontece em um grande momento de transformação, mas nas pequenas escolhas que fazemos repetidamente.

“Não estou começando uma vida nova. Estou voltando a participar mais conscientemente da vida que já construí.“

5. E foi daí que nasceu o Ser Mais Eu

O Ser Mais Eu nasceu dessa vontade de olhar novamente para as partes de mim que foram ficando para depois – e da percepção de que talvez outras mulheres também estejam vivendo algo parecido.

Este espaço é onde compartilho essa reconstrução enquanto ela acontece: minhas experiências, o que venho aprendendo sobre comportamento e hábitos e as pequenas escolhas que podem nos ajudar a construir uma vida cada vez mais nossa.

O Ser Mais Eu é o registro dessa reconstrução – enquanto ela acontece.

Um espaço sobre escolhas, hábitos e desenvolvimento para construir uma vida cada vez mais sua.

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